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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Apicultores de Iguatu e Quixelô recebem crédito


Mesmo com os impactos da estiagem, agricultores não desistem da exploração do mel de abelha

Quixelô. Com o objetivo de ampliar e fortalecer a cadeia produtiva da agricultura familiar, neste município, a Associação dos Apicultores assinou contratos com o Banco do Brasil, beneficiando 17 produtores de mel de abelha. Será liberado um total de R$ 150 mil, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Os novos produtores de mel estão motivados a começar ou ampliar a atividade produtiva. O clima entre eles é de expectativa. O presidente da Associação, Aildo Oliveira, apresentou os resultados obtidos nesses três anos de criação da entidade. Foram movimentados R$ 221 mil de recursos mobilizados na comercialização do mel e financiamento do Pronaf. “O nosso objetivo é inserir a apicultura na agricultura familiar como alternativa a outras atividades que já existem dentro do Município”, disse Oliveira. “A produção de mel ainda é baixa, mas existe um grande potencial a ser explorado”, aposta.

O esforço da associação é para ampliar a renda familiar. A maioria da população de Quixelô, cerca de 80%, reside na zona rural. Esse pessoal vive da agricultura famíliar, da pecuária e há potencial para o crescimento da apicultura.

Consórcio

A exploração da apicultura será em consórcio com os projetos de criação de ovinos, caprinos e com o plantio de caju. A ideia é agregar mais renda para as comunidades produtivas. “Houve uma mudança no perfil econômico das famílias associadas. Essas atividades agregadas vão oferecer mais qualidade de vida e serão realizadas com práticas de manejo com proteção ao meio ambiente”, diz Oliveira.

A estratégia do grupo é capacitar, fazer o diagnóstico das áreas para saber a viabilidade e conseguir os investimentos. Tudo isso com apoio dos parceiros para obter uma boa produção e com qualidade.

Durante recente encontro, representante dos parceiros como Sebrae, Banco do Brasil e da empresa fornecedora dos equipamentos para produção ressaltaram a importância do desenvolvimento da produção de mel e do associativismo entre os produtores, capacitações, o bom manejo das colmeias, o cuidados com o meio ambiente e as formas de captação de recursos financeiros. A reunião contou com a participação de sócios da entidade, parceiros, representantes do Sebrae e o proprietário da empresa Facomel, Luiz Lucas, que vai fornecer os equipamentos para os produtores.

De acordo com o presidente da Associação dos Apicultores de Iguatu, Erasmo Leite de Souza, a exploração da apicultura, na região Centro-Sul, vem crescendo e a expectativa é de expansão da atividade nesta década. “A tendência é de aumento do número de produtores e da produtividade”, frisou. “Temos comercialização garantida”.

Na região, estima-se em 300 produtores. Este ano, por causa da seca, houve uma queda na produção estimada em 70%. Se o inverno tivesse sido regular, a produção esperada era de 100 toneladas. Em face dessa realidade, os apicultores estão tendo que alimentar os enxames com o próprio mel, rapadura, soja e dispor água em tanques próximos às colmeias para evitar a mortandade ou fuga das abelhas nas áreas de cultivo.

A Associação dos Apicultores de Iguatu ofereceu uma consultoria técnica para o manejo correto das colmeias nesta época de escassez de água e de flora. Para o produtor, Ernane Oliveira, os produtores vão enfrentar as dificuldades decorrentes deste ano porque a atividade não é exclusiva e há conscientização acerca da viabilidade do setor. “O ano passado foi muito bom, mas neste ano a queda de produção chega a 70%”, disse. “Mesmo assim, ninguém vai abandonar”. Ernane Oliveira esperava produzir 3,5 toneladas de mel, mas conseguiu apenas uma tonelada. O preço do quilo do produto para o produtor é considerado satisfatório, em torno de R$ 4,00 o quilo. Há dois anos estava em torno de R$ 2,60.

Financiamento

150 mil reais foram liberados pelo Banco do Brasil para a Associação dos Apicultores de Quixelô, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)
O mercado externo é favorável ao mel produzido no Ceará, Estado com vegetação propícia ao manejo

Iguatu. Além de um mercado favorável e promissor, a apicultura é uma atividade que contribui muito para a preservação ambiental. Nesta próxima década, o setor deve crescer ainda mais, no Ceará. Essa é a expectativa dos produtores. Embora, neste ano, os apicultores enfrentem um quadro de adversidade, por causa da estiagem. Somente em Iguatu há cerca de 100 produtores e a tendência é de crescimento do número de colméias e expansão da atividade.

O consultor técnico em apicultura, Francisco Luís Donde Neto, observou que a atividade ainda necessita de avanços e de implantação de modernas técnicas de manejo, além de melhor organização e articulação dos apicultores. “Muito progresso já houve, mas temos muito caminho a ser conquistado”, disse. Ele considera o cenário mundial favorável e estima que a atividade tenha mais força na região. “Nos últimos dez anos, houve um crescimento expressivo”.

Em março passado, cerca de 500 apicultores, de 30 municípios do Ceará, estiveram reunidos em Quixadá, para discutir estratégias de crescimento e fortalecimento do setor. O evento foi promovido pela Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) e Federação Cearense de Apicultura (Fecap).

O encontro serviu para conscientizar os apicultores sobre a necessidade de organização e da viabilidade de expansão do mercado apícola. A meta da Fecap é duplicar a exportação de mel de abelha. Segundo números da associação, em 2009, foram vendidas 26 mil toneladas. O Ceará atingiu a segunda colocação. Perdeu apenas para o Estado de São Paulo.

Os produtores sabem da importância do setor e vêm adotando práticas corretas de manejo, retirada do produto das colméias e armazenamento. Uma característica da produção regional é o trabalho associativo. A matéria-prima apícola é exportada principalmente para a Europa e Estados Unidos.

O Ceará é favorável ao desenvolvimento da atividade graças à vegetação peculiar do Nordeste, a Caatinga. O diretor de comunicação da Fecap, Paulo Airton de Macedo, disse que o reflorestamento de matas nativas é fundamental para o desenvolvimento da atividade. Macedo citou como exemplo o modelo desenvolvido em Parambu, nos Inhamuns, os apicultores também cultivam mudas nativas.

O associativismo é o melhor caminho para os pequenos produtores, característicos da agricultura familiar. O grupo unido dispõe de mais facilidade para obter financiamento do Pronaf para investimento no setor, conquistar melhores preços e mercado na venda do mel.

O presidente da Fecap, Francisco Teixeira Filho, ressaltou a necessidade de mais investimentos na apicultura, por parte do governo, melhor assistência técnica e estruturação para extração do mel. “Precisamos nos organizar ainda mais”, disse Chico Filho. “Estamos diante de um mercado promissor”. O presidente da Associação dos Apicultores de Quixelô, Aildo Oliveira, defende que a atividade deva ser fortalecida com os produtores da agricultura familiar para ampliar a renda no campo e ajudar a fortalecer as famílias no sertão. Destacou a característica de não exclusividade da apicultura. “É uma atividade que dá lucro e é explorada com outras”, frisou. Na região Centro-Sul, Acopiara é um dos municípios que vem se destacando na produção apícola.

Fonte: DN
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