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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Unidas pelo coração, gêmeas siamesas morrem em Minas Gerais


As gêmeas siamesas Vitória e Viviane, de Timóteo, no Vale do Aço em Minas, morreram na terça-feira (13) na Santa Casa de Belo Horizonte. A informação só foi divulgada hoje (21).

As meninas, filhas do pintor Renato Bragança, 23, e de uma adolescente de 17 nasceram dia 9 de junho e apresentavam uma cardiopatia complexa que impediu a intervenção cirúrgica. A equipe médica do hospital de BH concluiu, depois de sete dias de vida das recém-nascidas, que elas não poderiam ser separadas por que estavam unidas por um só coração.

Depois da constatação médica, as meninas travaram uma luta pela sobrevivência. Internadas e sem condições de voltar para a casa dos pais em Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, as siamesas morreram no dia 13 de setembro.

No ano em que Minas Gerais comemora os 28 anos da primeira cirurgia de separação bem sucedida, Vitória e Viviane entram para uma triste estatística. As meninas são o 12º caso de siameses tratados pela Santa Casa de Belo Horizonte e que não puderam ser separados. Em todos os casos as crianças estavam unidades pelo coração.

O hospital já atendeu a 28 gêmeos conjugados. O último caso de separação com final feliz foi das gêmeas Ana Clara e Ana Flávia Caovila. Elas chegaram à unidade, em 9 de novembro de 2007. Em 10 de maio, véspera do Dia das Mães, se submeteram a cirurgia de separação.

Segundo o cirurgião-chefe da Santa Casa, Manoel Firmato, a cirurgia é difícil e requer uma equipe com todas as facilidades de atendimento para receber as crianças. Ele participou de sete procedimentos para desunir siameses, inclusive o primeiro procedimento mineiro de sucesso, em 1984, quando que as gêmeas Sandra e Sônia Souza Silva foram separadas. As crianças, hoje mulheres de 27 anos, eram unidas pelo apêndice xifóide e abdômen.

Segundo o Hospital e Maternidade Vital Brazil São Camilo, onde Vitória e Viviane nasceram, a probabilidade de ocorrência do caso como o delas é de apenas um em cada 40 mil nascidos. As gêmeas morreram com peso próximo de 900 gramas. Elas apresentaram insuficiência cardíaca, faziam uso de medicamentos para o coração e eram alimentadas por uma por sonda nasogástrica.

Fonte: UOL
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