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terça-feira, 27 de março de 2012

Vacinação de tilápias eleva produtividade no criatório


A vacina é principal arma contra a Estreptococose, doença que causa a mortalidade de peixes adultos
Limoeiro do Norte
O processo de vacinação é simples. Antes de ser vacinado, o peixe é levemente sedado, provendo melhor conforto e bem-estar ao animal. A vacina é injetada na barriga (cavidade abdominal)
Chegou neste ano ao Brasil uma novidade que já está trazendo bom retorno a produtores de peixes em cativeiro. Para combater doenças e melhorar a produtividade, já acontece no Ceará a vacinação de tilápias. O Estado, que é o maior produtor dessa espécie de peixe no País, agora difunde esse tratamento profilático para o animal que incrementa em até 15% a sobrevivência da criação. A vacina chegou como principal arma contra a Estreptococose, um mal que tem atingido os peixes e comprometido as criações. Produtores de tilápia em Municípios como Jaguaribara, Pentecoste e Cascavel já aderiram à novidade, com aposta no retorno financeiro que traz o cuidado com o bem-estar dos peixes.

O criador Lucas Alder, da Fazenda Itaparati, Município de Pentecoste, foi o primeiro beneficiário do Nordeste com a vacinação de tilápias-do-nilo, uma das espécies de peixe mais cultivadas no País. O processo de vacinação é simples. Antes de ser vacinado, o peixe é levemente sedado, provendo melhor conforto e bem-estar ao animal. A vacina é injetada na barriga (cavidade abdominal). A imunidade dura pelo menos 210 dias. Quanto à aplicação com agulha, o processo é considerado seguro e não causa mortalidade nos animais. "A agulha é apropriada e não machuca o peixe", afirma Rodrigo Zanolo, gerente de produto da MSD Saúde Animal, empresa que trouxe e tem disseminado a prática da vacinação da tilápia no Brasil. Este processo já é realizado há anos em atividades mais tradicionais de criação de peixes no mundo, como as produções de salmões no Chile e Noruega. O método injetável da vacina é considerado um dos mais eficientes.

De acordo com o engenheiro de pesca, Leonardo Cericato, a vacinação de tilápia é uma das melhores estratégias não só no combate à doença Estreptococose como uma salvaguarda no melhor rendimento e produtividade dos peixes. Leonardo é doutor em Aquicultura e Águas Continentais pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) e coordenador de Território Aquicultura da MSD, Saúde Animal.

A Estreptococose é uma doença causada por uma bactéria chamada Streptococcus agalactiae e é considerada a doença de maior impacto econômico na tilapicultura mundial. No Brasil a doença apresenta distribuição em todos os polos de produção, do Nordeste ao Sudeste. As principais perdas são de animais adultos (pesam acima de 100 gramas); essa bactéria causa quadros clínicos severos de septicemia e encefalite, infecções do sistema nervoso central, em tilápias na fase de engorda, principalmente durante os meses mais quentes no ano.

A doença é observada com frequência nos cultivos em tanques-rede e a mortalidade pode ser elevada, causando prejuízos econômicos consideráveis aos produtores. Os surtos podem apresentar mortalidades de 5% a 40%, dependendo dos fatores de risco envolvidos. Mas o prejuízo não é só na mortalidade. Outra perda está associada aos animais sub-clínicos, que mantêm a doença na criação e trazem baixo desempenho ao lote.

A Merck (conhecida como MSD fora dos Estados Unidos e do Canadá) é hoje a líder no ramo de assistência à saúde animal. A Merck Animal Health ficou conhecida no Brasil como MSD Saúde Animal. Oferece a veterinários, fazendeiros, proprietários de animais de estimação e governos variedade de produtos farmacêuticos veterinários, vacinas e soluções e serviços de gerenciamento de saúde.

A vacinação ainda configura um avanço no tratamento de doenças com peixes, antes tratadas com antibióticos incorporados à ração (para animais em engorda) e que acabavam gerando impacto no ambiente, por associar resíduos químicos à água e também causar a seleção de bactérias resistentes.

O Ceará é o maior produtor de peixe em cativeiro do Brasil. A tilápia é o que desponta, e o Ceará responde por 20% da produção nacional. De acordo com a Associação Cearense de Aquicultores (Aceaq) a produção de tilápia aumentou 50% entre fevereiro de 2011 e mesmo mês em 2012. E a expectativa é de 30 mil toneladas de tilápia no Ceará neste ano. De acordo com a Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece) a tilápia é produzida em cerca de 60 açudes em 57 Municípios do Estado. Orós, Jaguaribara e Pentecoste estão entre os principais municípios produtores.
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