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sábado, 7 de abril de 2012

Preços disparam na feira livre de Iguatu


Consumidores buscaram comprar alimentos de última hora, onde não houve trégua para a carestia
Iguatu. Foi intensa a movimentação na manhã de ontem, Sexta-Feira Santa, na feira livre, instalada no entorno do Mercado Público Municipal, no centro desta cidade, na região Centro-Sul. Alguns produtos da ceia sertaneja da Páscoa, como feijão-verde, jerimum, queijo de coalho acabaram cedo. A oferta de peixes da água doce (tilápia, pescada e tucunaré) ainda foi suficiente para atender a demanda até as 11 horas. A procura de alimentos de última hora pelos retardatários fez a alegria de muitos comerciantes que aproveitaram o feriado da Semana Santa para vender seus produtos.

O consumidor que deixou para comprar na última hora, mais uma vez amargou o aumento de preço dos produtos que variou de 50% a 140%. A maior elevação ocorreu com o feijão-verde que mais do que dobrou de preço. O quilo do grão que até terça-feira passada era vendido por R$ 3,00, ontem chegou a R$ 6,00, e houve feirantes que comercializaram o produto por até R$ 8,00, representando uma diferença de 33%.

Centenas de consumidores passaram, ontem, pela manhã, na feira livre. A principal demanda era o pescado. "Não tive tempo na semana porque a gente fica nesse corre-corre", justificou a dona de casa, Maria Alves, que comprou um quilo e meio de tilápia para o almoço de ontem, ao custo de R$ 15,00. "O preço foi muito parecido com o do ano passado", disse. "Em outras barracas você encontra mais caro".

O preço do pescado variava entre as barracas instaladas na feira livre. A Barraca Guarany Peixe Vivo vendeu o quilo da tilápia por R$ 5,50 mantendo o valor desde o início do ano. Em outras unidades, os feirantes cobravam entre R$ 7,00 e R$ 8,00. "Não deu para quem quis", disse o vendedor Francisco Pereira. O feirante Assis Cabral lamentou a falta de estoque. "Já acabou", disse. "Se eu tivesse mais tinha vendido". A feirante Irair Almino de Araújo estava satisfeita, pois ela e outras companheiras venderam todo o estoque de feijão-verde, jerimum, macaxeira, quiabo e maxixe. Ela preferiu não revelar o quando apurou e também não comentou o aumento de 120% no preço dos produtos. "Aqui todo mundo vendeu bem e saiu satisfeito".

Portas fechadas


O quilo do queijo de coalho chegou a ser vendido, ontem, por R$ 15,00, no início da manhã. Por volta das 10 horas recuou para R$ 12,00. Os consumidores mais uma vez reclamaram da elevação do preço. Os boxes do mercado que costumam comercializar o produto permaneceram fechados nesta Sexta-Feira Santa. "Esqueci de comprar no início da semana e agora vou pagar um preço mais caro", lamentou o funcionário público, Luis Queiroga. Pela primeira vez nesta cidade, supermercados e mercantis fecharam suas portas na Sexta-Feira Santa. A determinação é fruto da convenção coletiva realizada entre o Sindicato dos Comerciários e o Sindicato dos Lojistas, em janeiro passado. Segundo a tradição, esses estabelecimentos funcionavam regularmente até o meio-dia nessa data. "Estamos defendendo os trabalhadores, que não podem trabalhar de domingo a domingo por todo o ano", explicou o presidente do Sindicato dos Comerciários, Francimar Silva. "O acordo foi firmado para ser cumprido", ressaltou.
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