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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

SERTÃO CENTRAL Quixadá luta contra a dependência química


Quixadá. A proposta de mudança na lei das drogas, encaminhada na quarta-feira passada para apreciação na Câmara Federal, está preocupando educadores do Sertão Central. Para discutir e encontrar alternativas de combate a possível descriminalização, professores da Escola Profissional de Quixadá, Maria Cavalcante Costa, estão intensificando ações de prevenção. Os alunos do Projeto "Com.Domínio Digital" participaram da palestra "Alcoolismo na juventude".A apreensão constante de drogas no Município, especialmente a maconha e o crack, alerta a comunidade para a disseminação de substâncias químicas legais ou não, que vêm alcançando a comunidade local FOTO: ALEX PIMENTEL

A iniciativa faz parte do programa de formação profissional promovido pelo Instituto Aliança, em parceria com a Secretaria de Educação do Ceará (Seduc). De acordo com a coordenadora do projeto na Escola Profissional de Quixadá, Solange Meneses, a proposta de descriminalização das drogas ilícitas também preocupa administradores, professores e pais.

Como o álcool costuma ser a "porta de entrada" para o consumo de drogas mais pesadas, a discussão com os alunos surgiu em boa hora. Apresentada no Município pelos educadores sociais do Proerd, serviu de alerta para os perigos do vício.

Há motivo para a preocupação. Em Quixadá, no mutirão do Campo Velho, onde a polícia constatou a existência da primeira cracolândia da região, em 2008, todos os traficantes foram presos. Agora o problema é outro, o micro tráfico.

No último ano, as policiais Civil e Militar intensificaram as ações de combate ao tráfico de drogas no Sertão Central. Apesar de não haver um volume expressivo de narcóticos apreendidos, as forças policiais estimam baixa superior a 70%. Mesmo assim, o combate e o estado de alerta continuam. Para a coordenadora, a informação e a educação são as melhores maneiras de evitar que o problema se agrave.

Reforçando as ações educativas de prevenção as drogas, a Escola Profissional desenvolve também o programa Saúde e Prevenção na Escola (SPE). Conforme a educadora Cleide Saraiva, o SPE foi implantado em 2010.

O trabalho é desenvolvido com 15 alunos. Eles se transformaram em agentes formadores. Desde então, levam os conhecimentos específicos sobre as drogas, sexualidade e outros assuntos pertinentes ao mundo juvenil para outros 410 colegas da Escola Profissional. "Esse processo, levado pelos próprios colegas, na linguagem deles, facilita a compreensão e denota confiança", acrescenta a professora.

Os estudantes têm opiniões divididas acerca da proposta de alteração da lei dos narcóticos. Para parte deles, o modelo proposto funcionará como incentivo ao consumo de drogas ilegais. Outros avaliam a proposta como saída para não se arriscarem na mão dos traficantes.

O delegado regional da Polícia Civil de Quixadá, George Monteiro, considera importante a iniciativa da Escola. A orientação educacional, principalmente, através de vídeo-aulas, é uma boa forma de alertar os jovens sobre a dependência química.
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