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terça-feira, 18 de junho de 2013

Manifestantes ocupam Câmara Municipal de Iguatu

Manifestantes em frente à Câmara de Vereadores de Iguatu As manifestações que começaram em São Paulo e se espalharam por grandes centros urbanos agora chegam ao Interior do Ceará. Na tarde desta terça-feira (18), cerca de mil manifestantes ocuparam o prédio da Câmara Municipal de Iguatu, na região Centro-Sul do Ceará. O protesto foi pacífico e contra a proposta do Executivo de implantar o Regime Próprio de Previdência Social do Município. Inicialmente, os manifestantes estiveram reunidos na Praça Gonçalves de Carvalho ( Praça da Caixa Econômica ), no centro da cidade. Depois percorreram ruas e foram até a sede do legislativo municipal. O grupo ocupou as galerias e muitos tiveram que ficar em frente ao prédio porque não havia espaço para todos os manifestantes. Servidores municipais e estudantes usando nariz de palhaço e conduzindo faixas e cartazes gritavam palavras de ordem ‘retirem o projeto’. Depois de ocuparem o plenário, os manifestantes cantaram o Hino Nacional e pediram que os vereadores respeitassem os direitos dos servidores municipais. “Nós somos contra esse projeto porque traz risco para todo o funcionalismo”, disse a presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaúde), Sílvia Bandeira. “Essa proposta não pode ser aprovada”.Na quinta-feira da semana passada, foi realizada audiência pública na Câmara Municipal de Iguatu com o objetivo de debater o projeto de lei. Houve protesto dos servidores que gritaram e vaiaram aqueles que se manifestaram a favor. O clima entre o funcionalismo é de revolta e rejeição à mudança, isto é, substituição do Regime Geral de Previdência Social do INSS para um sistema de previdência municipal, administrado pela prefeitura. O prefeito de Iguatu, Aderilo Alcântara, determinou a retirada do projeto de lei. “Não houve consenso e preferimos retirar o projeto de pauta”, disse. Aderilo Alcântara lembrou que 90% das prefeituras no Brasil discutem projeto semelhante e hoje em dia os municípios são fiscalizados, reduzindo riscos contra o fundo municipal previdenciário.Servidores públicos e centenas de estudantes participaram do ato público. Os manifestantes pediram melhoria nos setores de saúde e de educação. A sessão deveria ter começado às 17 horas. Somente as 18 horas foi iniciada, após o presidente do legislativo, Bandeira Júnior ter negociado com as lideranças do movimento. A presidente da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais, no Ceará, Enedina Silva, disse em plenário que o movimento foi vitorioso. “O prefeito e os vereadores usaram o bom senso”, disse. “Nós queremos um município mais justo e democrático e o Brasil que nós queremos começa no município”Bandeira Júnior leu o texto de retirada do projeto que estava em tramitação. Depois do pronunciamento de Enedina Silva, disse que a Câmara é a casa do povo e declarou encerrada a sessão.
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