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sexta-feira, 28 de março de 2014

Lombadas irregulares provocam reclamações na CE-375 em Quixelô

A sinalização está colocada ao lado do quebra-mola, sendo somente visualizada quando o motorista já chega no redutor. Acidentes são frequentes Quixelô Doze quebra-molas estão em construção na CE-375 na zona rural deste município. Os obstáculos são construídos pelos moradores de três comunidades rurais em rodovia estadual. Fora do padrão, os redutores têm provocado acidentes e reclamação de usuários de veículos. As lombas são altas e estreitas, com sinalização apenas ao lado da própria lombada. "O motorista só percebe quando está em cima", disse o representante comercial, Cláudio Lopes. A mais recente vítima desses redutores foi o auxiliar de pedreiro, José Francisco de Melo Filho, que na sexta-feira passada à noite, bateu na lombada, quando pilotava uma moto. "A sinalização é em cima, não vi, e cai, quebrei um braço e sofri vários arranhões", contou. "A moto ficou danificada". Na localidade de Mulungu, onde foram construídos, no ano passado, três quebra-molas entre as cidades de Quixelô e Solonópole, já foram registrados acidentes. "Um carro tombou e três motociclistas caíram, sofrendo arranhões", contou o agricultor, Pedro Oliveira. Mais nove lombadas estão em obra entre as cidades de Iguatu e Quixelô. Depois da interligação da CE-375 com a Rodovia Padre Cícero aumentou o número de veículos que passaram a usar a via, interligando as regiões Sul e Centro-Sul com a Capital cearense. Em decorrência do tráfego diário de veículos, houve um aumento no número de acidentes. Nas vilas e distritos, casas, escolas e creches foram construídas ao longo dos anos nas margens da rodovia. A travessia diária de pedestres, idosos e crianças aumenta o risco de acidentes. No ano passado, houve manifestação de moradores na localidade de Acampamento. Os moradores queimaram pneus e paus e interditaram a via durante três horas. Reivindicaram do governo do Estado a construção de redutores ou a instalação de lombas eletrônicas, mas até agora nada foi feito. Sem ação do governo estadual, as comunidades resolveram construir lombadas na rodovia, com o objetivo de reduzir o número de acidentes. "Os carros passam aqui em alta velocidade e um aposentado foi atropelado e morto, no ano passado", disse o produtor rural, Francisco Rodrigues, da localidade de Mulungu. "O jeito é construir esses quebra-molas para evitar acidentes". Atualmente, estão em construção mais lombadas nas localidades de Vila dos Firminos e Acampamento. Há previsão também para o distrito de Antonico. O secretário adjunto de Infraestrutura da Prefeitura de Quixelô, Marcelo Nogueira, afirmou que a Prefeitura não está construindo os redutores de velocidade. "A Prefeitura não está fazendo essas lombadas, apenas faz a sinalização para evitar acidentes. Quem constrói são os próprios moradores". Nogueira disse que os moradores encaminharam centenas de assinaturas solicitando a implantação de lombadas eletrônicas. Ele afirmou que há mobilização para solicitar ao Detran que destrua os redutores e implante lombada eletrônica. O promotor de Justiça, Leydomar Nunes Pereira, que responde pela comarca de Quixelô, vai notificar a Prefeitura e o Detran para esclarecimentos.
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