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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

BRs do Estado registram 44 pontos de risco


EXPLORAÇÃO SEXUAL

A BR-116 foi, no Brasil, a que registrou mais pontos. PRF chegou a encontrar crianças de sete anos exploradas

De acordo com relatório divulgado, ontem, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram localizados, nas rodovias federais de todo o País, 1.820 pontos de risco de exploração sexual de crianças e adolescentes. Desses, 44 - aproximadamente 2,4% - registrados em território cearense. Entre as cinco regiões políticas, a Nordeste foi aquela que reuniu mais pontos - 545. Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia foram os estados que registraram mais locais de risco.
Realizado a partir de registros, via internet, de policiais rodoviários federais, o Mapeamento de Pontos Vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Federais 2009/2010 classificou os pontos de exploração em crítico, alto, médio e baixo risco, de acordo com o grau de vulnerabilidade de cada ponto.
Em relação aos demais estados e ao Distrito Federal, o Ceará, que em 2009 registrava 36 pontos de risco, ocupa o décimo oitavo lugar quanto à quantidade total de pontos de exploração. No que se refere ao número de pontos de risco crítico, contudo, está em décimo lugar. Entre os estados do Nordeste, é o quinto em número total de pontos e o quarto em pontos críticos.
Já quanto à densidade de pontos em rodovias federais, ou seja, quanto ao número de pontos encontrados por quilômetro, o Ceará ocupa a décima quinta colocação, com uma densidade de aproximadamente 41,2 quilômetros separando os pontos. De todas as rodovias federais, a BR-116, uma das que cruza o Ceará, foi a que registrou mais pontos, 262. Em seguida, ficaram as BRs 187 e 116, com, respectivamente, 187 e 116 pontos. O levantamento também apontou que os pontos, na maioria dos estados, concentravam-se em regiões urbanas. No caso cearense, dos 44 pontos, apenas 11 deles estão localizados em zonas rurais.
Repressão
Conforme o inspetor da PRF no Ceará Márcio Moura, o relatório ontem apresentado não apenas contribui para a fiscalização contra a exploração, mas também deve ajudar a Polícia a localizar os aliciadores de menores.
Segundo Moura, as informações que compõem o estudo foram enviadas pelos policiais rodoviários a partir de ações rotineiras da PRF. Embora o relatório não apresente dados sobre a idade dos menores sob exploração, Moura afirma que a PRF cearense chegou a localizar crianças de apenas sete anos sendo exploradas.
Em muitos casos, acrescenta o inspetor, as vítimas acabam prejudicando a fiscalização, já que, impedidas de vender o próprio corpo, encaram a ação dos policiais rodoviários como um inconveniente. Outro entrave para as ações da Polícia Rodoviária, conforme Márcio Moura, é a ausência de denúncias por parte da população, que receia que o ato de denunciar traga consequências negativas.
De acordo com o inspetor, o aumento dos pontos de exploração registrado nas BRs cearenses não significa, necessariamente, que os casos de exploração tenham crescido desde o ano passado. O avanço, aponta, também é reflexo da atuação da PRF, que localizou novos locais.
Caminhoneiro há mais de 40 anos, José (nome fictício), afirma que é fácil perceber, nas estradas, situações de exploração de menores. Em muitos casos, relata, garotas de 12 a 14 anos abordam motoristas e, mesmo em locais abertos, tiram toda a roupa oferecendo o corpo em troca de poucos reais.
Em uma de suas viagens, conta, conheceu uma garota que afirmou ter perdido a virgindade nas estradas, com apenas dez anos. Segundo José, há meninas que fazem parceria com policiais para surpreender caminhoneiros e extorquí-los.
Realidade
1.820
Áreas Vulneráveis foram registradas no País. Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia foram os estados que apresentaram mais pontos de risco

COMBATE AO CRIME

Cedeca defende políticas públicas

"O relatório feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) é importante, pois mostra em que situação o nosso Estado está em relação a exploração sexual de menores", afirmou a assessora jurídica do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), Roberta Medeiros. Para ela, é necessária a realização de ações diretas em todos os pontos de exploração sexual de crianças e adolescentes, para que o crime seja devidamente combatido. "Não adianta realizar um levantamento e depois nenhum combate ao problema ser feito",
Roberta Medeiros explicou que nesses casos devem ser realizadas politicas públicas efetivas, que possam proteger as crianças e também suas famílias. E cita a sensibilização da sociedade, o fortalecimento da rede de proteção e atendimento psicossocial dos
As ações, entende a represente do Cedeca, devem ser realizadas pelo Conselho Tutelar, pela delegacia que vai investigar o crime e pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), da Prefeitura de Fortaleza, onde a vitima e sua família serão atendidos por uma equipe
"Para que um resultado positivo seja visto é preciso que todas as politicas tenham estrutura para atender os pais e os menores", frisou
A assessora jurídica do Cedeca destacou a importância de também trabalhar com as famílias dos jovens explorados. "Algumas dos pais incentivam a prostituição. Mas, não são culpados. Pois, igualmente aos seus filhos, eles tiveram seus direitos negados",
O relatório da PRF mostra que, dos 44 pontos de risco de prostituição de menores, nas BRs do Ceará, 33 são na zona urbana e apenas 11 na rural. Para Roberta esse alto número concentrado na zona urbana mostra a interiorização do problema. "A exploração de crianças e adolescentes é muito ligada ao turismo sexual. Mas, esses dados mostram que os atores locais também estão envolvidos. Para acabar com isso devem ser realizadas ações mais eficientes",
fonte:diario0 do nordeste
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