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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ex-governador critica postura da Assembleia


Desejando sucesso e transparência ao novo Governo do Estado, Lúcio defende uma postura de oposição no Legislativo
Depois de perder as eleições para o Governo, Lúcio Alcântara, que disputou o cargo pelo PR, legenda comandada por ele no Estado, ainda não sabe se os republicanos do Ceará deverão pedir votos para Dilma Rousseff (PT), que disputa a Presidência da República com José Serra (PSDB) no segundo turno.

Como sua legenda faz parte da base de apoio do Presidente Lula, Lúcio Alcântara, não deixou de pedir votos para Dilma durante toda a campanha eleitoral do Ceará. Ele, contudo, não foi retribuído pelo empenho, pois não conseguiu qualquer manifestação de Lula ou Dilma em apoio ao seu nome. Os dois petistas deram sustentação somente à campanha do governador reeleito, Cid Gomes (PSB).

Ontem, durante entrevista coletiva, Lúcio Alcântara também falou sobre a campanha, em que ele acabou em terceiro lugar na disputa, com 16% dos votos, e afirmou que a falta de apadrinhamento político fez com que a sua candidatura não tivesse a mesma força que a de seus principais adversários.

Sem apoio

Lúcio citou o senador Tasso Jereissati (PSDB) como principal apoiador do candidato ao Governo Marcos Cals (PSDB), que ficou em segundo lugar, com 19% dos votos, e o empenho do Presidente Lula e Dilma Rousseff em favor do governador Cid Gomes. "Eu não tinha padrinho político", justificou.

Ele voltou a dizer que o apoio de Lula e Dilma fez falta à campanha do PR no Ceará, mas afirmou que a postura dos dois petistas estava ligada às "chantagens dos Ferreira Gomes", referindo a Ciro Gomes (PSB) e Cid. "Nós sabemos que a política é feita de contingências e circunstâncias políticas", justificou.

Lúcio ainda justificou a sua derrota nas urnas afirmando que a campanha do PR não teve grande estrutura, como a de seus adversários, e lembrou que a campanha de Cid Gomes foi a terceira do País que mais arrecadou. "Enquanto a nossa foi realmente uma campanha franciscana", destacou.

Questionado sobre a postura do PR diante da nova administração de Cid Gomes, Lúcio Alcântara declarou que espera dos dois deputados estaduais eleitos, que possam adotar a mesma postura defendida por ele desde o início da atual gestão, a de opositor. "Se depender de mim, como presidente, vamos continuar assim", explicou.

Como já havia declarado antes mesmo do resultado das urnas, Lúcio reafirmou que pretende tirar um período, sem tempo determinado, de férias, para refletir sobre o futuro, mas avisou que não pretende "abandonar" a vida política.

Para o novo Governo de Cid Gomes, o republicano desejou "sucesso" e "transparência", além de ter solicitado mais empenho para que as instituições do Estado funcionem. "E que ele (Cid Gomes) possa se redimir das falhas", aconselhou.

Lúcio Alcântara fez crítica à postura dos deputados estaduais do Ceará e declarou que "esse foi o pior quatriênio da historia da Assembleia". Ele referia-se ao fato de que apenas dois parlamentares formavam a base de oposição a Cid Gomes antes das eleições deste ano.

Sobre a disputa pelo Senado, Lúcio Alcântara afirmou que a vitória dos candidatos Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) foi o resultado do empenho do Presidente Lula "muito incisivo" durante a campanha. Sobre a vitória de Tiririca (PR), em São Paulo para deputado federal ele afirmou as críticas feitas ao humoristas são resultados de comportamentos "preconceituosos"
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