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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Consumo cai em função da carestia


Também em feiras livres de Iguatu, consumidores estão insatisfeitos com a alta dos gêneros alimentícios
iguatu. Depois de dois meses de alta, o preço do quilo do feijão de corda, principal produto da cesta básica, sofreu uma redução de 10% na feira livre desta cidade. Assim como no Crato, também neste Município, o principal vilão dos consumidores é a carne bovina, que teve um reajuste nos últimos 20 dias, de 30%. Para os criadores, o milho permanece com preço elevado. A saca de 60 quilos do produto passou de R$ 25,00 para R$ 42,00.

A estiagem ocorrida neste ano contribuiu para o aumento de diversos produtos da cesta básica do cearense. No campo, a produção foi reduzida em face da frustração de safra. A dispensa dos agricultores está vazia, sem feijão, arroz e milho. É preciso comprar esses e outros gêneros na feira livre.

Reclamação geral

Foi o que fez a dona de casa, Aparecida Rodrigues que, ontem pela manhã, comprou um quilo de feijão verde por R$ 4,00 e a mesma quantidade de feijão de corda por R$ 4,50. "Já paguei de R$ 5,00", disse. "Melhorou um pouco, mas o preço ainda está alto". Reclamação é o que não falta entre os consumidores na feira livre.

"Você viu o preço da carne?", indagou, ontem, o aposentado, Alderico Amorim. "Subiu demais". O consumidor tem razão. Nos últimos 15 dias, o quilo da carne de primeira qualidade no mercado público local passou de R$ 10,00 para R$ 13,00. Nos frigoríficos, o valor ainda é maior, chegando a R$ 15,00. Segundo os marchantes, a venda caiu nas duas últimas semanas, em média, 20%.

O preço dos produtos da cesta básica sobe e os consumidores reduzem a quantidade adquirida. A culpa mais uma vez é atribuída à seca. No campo, o gado está magro e há dificuldade de alimentar o rebanho. O milho, um dos principais componentes da alimentação do rebanho, sofreu uma alta de 70%. "Não houve safra", disse o feirante, José Pereira. "O produto está vindo de outros Estados". O frete encarece ainda mais.

Na feira livre que funciona diariamente no entorno do mercado público, no Centro da cidade, o preço do feijão de corda de primeira qualidade sofreu uma redução de R$ 5,00 para R$ 4,50, mas ainda há quem permanece com o preço mais alto.

"Não dá para reduzir porque comprei com o preço em alta", explica o feirante, Luís Bandeira. O produto neste ano chegou a ter o maior preço nos últimos cinco anos no Ceará.

Nas feiras do interior, a instabilidade entre oferta e demanda já começa a ser sentida, confirmando os prognósticos feitos por economistas, com relação a possível volta da inflação, o que poderá se confirmar ainda mais a partir do próximo ano
fonte:diario do nordeste
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