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sábado, 4 de junho de 2011

Ceará amplia acesso à água

Censo do IBGE referente ao ano de 2010 aponta ranking dos Estados no saneamento básico e energia


Limoeiro do Norte O Ceará teve um dos maiores crescimentos de abastecimento de água por rede de distribuição, mas ainda está entre os dez do País cujos moradores precisam encontrar meios próprios para obter o recurso hídrico. É a velha lata d´água na cabeça. O Estado tinha somente 1% de suas residências ainda sem energia elétrica, mas em números absolutos era o sétimo do Brasil com domicílios sem esse bem básico.

Também melhorou nos últimos dez anos no serviço de coleta de esgoto, porém, 171 mil residências cearenses (ou 7,2%) não possuiam banheiro ou sanitário, uma situação mais que duas vezes pior que a média nacional. Os dados constam do Censo 2010 do IBGE, divulgado parcialmente na última quinta-feira. Além de atualizar a quantidade de habitantes por Municípios, o censo também permite um novo traço sobre a situação social na cidades.

Os novos resultados preliminares do Censo Demográfico 2010 por Município contêm dados sobre população residente por situação do domicílio e cor ou raça, registro de nascimento de cartório, população alfabetizada, por grupos de idade, domicílios particulares permanentes por número de moradores, com energia elétrica, a forma de abastecimento de água, se possui banheiro ou sanitário, qual o tipo de esgotamento, que destino é dado ao lixo e o rendimento mensal da população.

Dentre esses dados, o Caderno Regional aborda três serviços essenciais: saneamento básico, coleta de lixo e fornecimento de energia elétrica.

A divulgação traz também, para alguns índices, o número registrado no Censo 2000, para efeitos comparativos sobre evolução. Foram contabilizados, em todo o País, 57, 3 milhões de domicílios particulares permanentes, dos quais aproximadamente 2,3 milhões estão no Estado do Ceará. Em 2000, eram 44,7 milhões e 1,7 milhão, respectivamente.

Água

Entre os Estados do Nordeste, o Ceará está atrás apenas de Bahia e Sergipe em número de Municípios com abastecimento de água por meio de redes de distribuição - 77,22% dos domicílios. Em 2000, eram somente 60,80% domicílios recebendo água dessa forma, entre os Estados do Nordeste o maior crescimento. Nesses casos, a água é fornecida pela Cagece ou por autarquias municipais, como os Serviços Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs).

Em 9,35% dos domicílios cearenses a água é obtida por meio de poços artesianos ou de nascentes. E há uma situação pior: 13,43% das residências só recebem água se for com ajuda de carro-pipa, cisterna, ou percorrendo quilômetros para conseguir o recurso hídrico, muitas vezes impróprio para consumo. Isso coloca o Ceará na 10ª colocação de situação crítica de domicílios para fornecimento de água no País. A média nacional é de 7,12% dos domicílios que nem estão conectados com rede de distribuição nem tem poço. O Nordeste é a região em pior situação no serviço de esgotamento sanitário: 7,81% dos domicílios contabilizados pelo IBGE não possuiam banheiro ou ao menos vaso sanitário. No País, esse número é de 2,64%, melhor em relação ao ano 2000, quando havia 6,90% das residências nessa situação.

O Ceará sofre quase o triplo da média nacional: 7,24%. Isso representa 171.277 domicílios no Estado que não têm banheiro ou vaso sanitário. Se forem considerados somente os domicílios que não têm banheiro (mesmo que tenham vaso sanitário), o número sobe para 366.812 residências, ou 15,51% do total de domicílios.

Dentre os domicílios com banheiro ou vaso sanitário, a situação não melhora muito: apenas 32,76% escoavam os dejetos por meio de rede de esgoto. Outros 10,62% utilizam fossas sépticas, um dado alarmante: 49,38% das residências dão "outro" destino de esgotamento. É fácil relacionar esses domicílios à maior incidência de doenças, como diarreia, que atinge principalmente crianças. É uma comparação do óbvio: moradores sem saneamento básico estão mais sujeitos a doenças, e é esse segmento que mais povoa os hospitais públicos de atenção básica em saúde. Ou seja: governo que não gasta em saneamento gasta mais em saúde. E não há situação em que remediar seja melhor que prevenir.

Lixo

É comum ouvir o termo "aterro sanitário" na referência ao local para os resíduos sólidos. Mas no Ceará, o que predomina mesmo são os lixões. E o problema começa na porta de casa: 75,3% do lixo produzido em casa era coletado. Abaixo da média nacional, que era de 87,4%.

O que não era coletado no Ceará, 24,7% têm outro destino, ao encargo do próprio morador. Isso representa 583.277 mil residências no Estado que não recebem serviço, seja público ou privado, de coleta dos resíduos sólidos. Em números absolutos, é a terceira pior situação do Nordeste.
LUZ EM CASA
Energia elétrica ainda não é para todos

O Ceará é o quarto do Nordeste e o sétimo do País com domicílios que ainda não possuem rede de luz elétrica

Limoeiro do Norte No Ceará tem luz para muitos, mas ainda não para todos. De acordo com os resultados parciais do Censo 2010 do IBGE, ainda existiam 25.045 residências no Ceará que não possuiam energia elétrica. É onde a lamparina predomina. O número é pequeno (representa 1%), se comparado com o universo de domicílios levantados pelo censo, mas em números absolutos o Ceará é quarto do Nordeste e 7º do País em quantidade de casas sem energia elétrica.

Em todo o Nordeste são 339.087 domicílios sem luz elétrica. É a pior realidade entre as regiões do País. No Brasil, inteiro existem 728.512 residências sem energia elétrica. A situação é menos incômoda na região Sul, onde apenas 0,3% dos domicílios ainda não tinham energia elétrica em 2010. Mas o avanço nacional no acesso à luz é fato estatístico: diminuiu de 5,5% em 2000, para 1,3% em 2010 a quantidade de casas sem energia elétrica. O salto em acesso ao benefício foi maior a partir do Programa Luz Para Todos, do Governo Federal.

Em encontro do qual participava o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, o governador Cid Gomes afirmou à reportagem o compromisso de que, até o fim do ano de 2012, 100% das residências cearenses tenham energia elétrica. Proposta ambiciosa, mas que tem como aliadas outras alternativas renováveis de energia, como as eólicas, no litoral, e a energia solar, no sertão dos Inhamuns.

Turbinas eólicas


Mas isso não quer dizer muita coisa para a vida de sertanejos, como os moradores da comunidade Xavier, em Camocim, na Zona Norte do Estado. A poucos metros das residências existe um parque eólico já em atividade, financiamento privado com apoio governamental, mas uma situação paradoxal: a comunidade não tem energia elétrica, nem nunca teve. Mesmo estando cercados de turbinas eólicas, os moradores fazem parte da estatística dos "sem luz".

Residência sem energia elétrica está parada no tempo em termos de tecnologias, que vão de uma TV ou computador para acesso à informação, ou até mesmo equipamentos elétricos que auxiliam a economia dos empreendedores individuais.

O último Censo reforça que houve um avanço nos serviços de abastecimento de água, rede de esgoto, coleta de lixo, domicílios com residência elétrica, e outros índices econômicos como a renda per capita. No entanto, ressalta o caminho que ainda se precisa trilhar, especialmente na região Nordeste, que figurou entre as piores condições em vários pontos levantados nos domicílios.

Fiscalização


Ao fornecimento de energia se soma à qualidade da distribuição. No mês passado, técnicos do setor de energia da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce) deram início às fiscalizações deste ano. Eles verificam se são cumpridas a legislação e a regulamentação no fornecimento de energia aos clientes pela Coelce. Essa atividade fiscalizadora existe há 11 anos.

E nesta semana foram realizadas audiências para discutir o licenciamento ambiental para instalação de linhas de transmissão de energia nos Municípios de São Gonçalo do Amarante e Caucaia, até a Subestação Pecém, em São Gonçalo.

O objetivo é atender o consumo de energia na Região Metropolitana de Fortaleza. As demandas são maiores onde há maior adensamento residencial, bem como unidades industriais e comerciais, como nas cidades de médio e grande portes do Estado.
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