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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Produtores criam máquina de debulhar feijão verde


Uma máquina de debulhar feijão verde é a mais nova criação dos irmãos Francisco Estevão Gomes de Sousa e João Batista Gomes de Sousa, residentes no Município de Canindé, cidade que fica localizada no Sertão Central a 126 quilômetros de Fortaleza. O destaque tecnológico foi apresentado na Feira da Agricultura Familiar, realizada na cidade de Monsenhor Tabosa.
É uma máquina debulhadora de feijão verde elétrica, desenvolvida por meio de um sistema de peças usadas e feita com material reciclável e é capaz de beneficiar 30 quilos de vagem em dois minutos. Isso corresponde ao trabalho de 26 agricultoras durante um dia inteiro de trabalho.
Características
O equipamento, com 60 quilos de estrutura de madeira, alumínio, aço inox, redutor de velocidade (jacaré), rolamentos de carro, canelas de moto e motores usados. O consumo é de apenas dois watts de energia elétrica por hora, conta com dois motores de seis cavalos de força e irá ajudar principalmente os pequenos produtores, reunidos em associações e cooperativas. Com isso, será possível liberar mão de obra para a lida no campo, elevando, dessa forma, a produtividade.
Francisco Estevão Gomes de Sousa, um dos idealizadores do protótipo, disse que a obra custou R$ 2 mil e é a primeira do gênero no Estado do Ceará, fabricada por agricultores familiares, explica.
“Além de dinamizar o trabalho, hoje feito manualmente, a máquina propicia uma maior higiene ao produto, agregando-lhe valor de mercado”, contou.
Atualmente, os dois irmãos trabalham em uma área de 20 hectares plantados de feijão de corda, o mais comum na região, na localidade de Pé da Serra do Bonito, a 30 quilômetros da sede. “A ideia surgiu devido à grande dificuldade que encontramos para conseguir mão de obra local. Muita gente não quer mais trabalhar no campo e a nossa produção cresceu e foi necessário encontrar meios de garantir o produto de entrega dentro do prazo estabelecido pelo cliente, que é a Secretaria de Educação de Canindé, que utiliza o alimento na merenda escolar”, frisa João Batista Gomes dos Santos. Um quilo de feijão verde chega à mesa das crianças do Ensino Fundamental e Centro de Educação Infantil a preço de R$ 4,50 o quilo.
Dificuldade
Para os irmãos, a grande dificuldade hoje é a falta de incentivo dos Governos Federal e Estadual. “Nós trabalhamos com produtos orgânicos e nossa preocupação é preservar o meio ambiente, tornando-o saudável e sem problemas para a saúde humana, e os incentivos não existem”, ressalta Francisco Estevão. Foi ele quem desenhou o protótipo, que foi confeccionado em oito dias.
A novidade é tão grande que o presidente do Instituto Agropolos do Ceará, Celso Crisóstomo, disse que a instituição, que garante assistência técnica aos produtores familiares, irá assessorar os idealizadores da máquina para que ela seja patenteada no Estado.
“É uma grande inovação. É de grande utilidade para o homem do campo. Será mais um aliado forte na produção de alimentos oriundos da produção comunitária e que chega à mesa do povo cearense de forma saudável”, observa Crisóstomo.
O secretário de Desenvolvimento Agrário do Estado, Nelson Martins, gostou do que viu. “É muito interessante, o feijão debulhado manualmente, muitas vezes, quebra, amassa e na máquina não: sai inteiro, limpo e o que mais importante, muito higiênico”, ressaltou o subsecretário de Desenvolvimento Agrário, Antônio Amorim.
Interesse
Os dois irmãos irão levar a máquina para ser apresentada na Expocrato, uma das maiores feiras do Norte e Nordeste. O sucesso é tamanho que técnicos de Organizações Não Governamentais (ONGs), associações comunitárias, sindicatos de trabalhadores rurais de Municípios vizinhos querem conhecer de perto a invenção. “A nossa grande preocupação é com a falta de créditos. Utilizamos recursos próprios e as dificuldades são muitas. Queríamos que os gerentes de bancos da cidade, o Sebrae, olhassem com bons olhos para o nosso projeto, porque isso irá gerar melhorias no campo e na vida dos agricultores familiares”, diz Estevão.
O secretário de Agricultura e Recursos Hídricos de Canindé, Manoel Barroso de Araújo, disse que o Município realizará estudos para viabilizar a fabricação de outras máquinas a serem utilizadas na colheita. “É uma obra que irá nos fortalecer tanto no setor agrícola, quanto na preservação do meio ambiente”, destacou Araújo.
Custo
R$ 2 mil foi quanto custou a máquina criada pelos agricultores de Canindé. Ela é capaz de beneficiar 30 quilos de vagem em dois minutos, uma das suas vantagens para aprimorar o trabalho.
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